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Imagem: reprodução do trailer oficial

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“Crystal Lake” tem a maior nota da franquia Sexta-Feira 13, e a crítica diz por quê

Por Redação · (13 out 2026)

“Crystal Lake”, a série prequela de “Sexta-Feira 13” produzida pela A24, chega ao Peacock na quinta-feira, 15 de outubro, com os oito episódios liberados de uma vez. Antes da estreia, as primeiras críticas já deram à produção a melhor nota da franquia no Rotten Tomatoes: 82%, com selo Certified Fresh, com base em 34 críticas, segundo o ComicBook.com em 13 de outubro.

Outro veículo, o ComingSoon, registrou 86% com 28 críticas iniciais no mesmo dia. A diferença vem do momento em que cada um olhou a página: o Tomatometer se move a cada avaliação nova, e esses números podem mudar até a estreia e depois dela. A página da série no próprio Rotten Tomatoes, consultada em 14 de outubro, ainda aparecia sem nota, então os percentuais deste texto vêm dos veículos citados.

Como 82% se compara ao resto da franquia

O contexto explica o “recorde”. Segundo o ComingSoon, o original de 1980 tem 48% e é o melhor dos filmes citados. Depois vêm “Freddy vs. Jason” (2003), com 41%, a Parte VI, “Jason Vive”, com 39%, o remake de 2009 e a sequência de 1981, com 27% cada, a Parte VII, com 21%, e “Jason Takes Manhattan”, com 8%. O ComicBook.com acrescenta “A New Beginning” (1985), com 11%. Nenhum filme, portanto, passou da metade positiva.

Vale ler o número com cautela. Há poucas críticas até agora, e comparar o Tomatometer de uma série com o de filmes é uma referência, não uma equivalência. O autor da reportagem do ComicBookMovie.com observa justamente isso: a nota alta diz mais sobre o patamar baixo da franquia do que sobre excelência.

O que a crítica elogia e onde ela se divide

O ponto de maior convergência é Linda Cardellini como Pamela Voorhees. O ComingSoon reuniu avaliações do IGN, do In Between Drafts e do Dallas Film Now que destacam uma atuação convincente e emocionalmente complexa, com ternura maternal e fúria contida. O mesmo texto ressalta que a recepção geral da série não foi calorosa, apesar da nota.

A divisão aparece nas notas individuais citadas pelo ComicBookMovie.com: a Total Film deu 2 de 5 e disse que a série não revive a franquia, a ScreenRant deu 3,5 de 5, e a IndieWire criticou mortes exageradas e uma história pouco desenvolvida. Também segundo esse levantamento, a forma como a série trata a origem de Jason é apontada como potencialmente divisiva.

A crítica do Discussing Film dá 3 de 5 e chama a série de “uma estreia imperfeita, mas no fim satisfatória” (tradução livre). Entre os elogios estão a violência prática, o subplot de Crazy Ralph, interpretado por Nick Cordileone, e os dois últimos episódios, dirigidos por Quyen Tran. Entre as ressalvas, subtramas de qualidade irregular, a falta de uma tese clara sobre sexo e hedonismo e uma fotografia digital que perde a textura dos filmes em película. A crítica evita spoilers, e este texto também.

O que a série conta e quem está por trás

A trama acompanha Pam Voorhees, mãe solteira que não supera a morte do filho Jason, afogado no lago da cidade. Segundo a sinopse oficial reproduzida pelo TheWrap, a rotina dela muda quando dois estranhos aparecem à sua porta investigando seu passado. A série se passa nos anos 1970, e Callum Vinson interpreta Jason ainda criança. William Catlett, Devin Kessler, Cameron Scoggins e Gwendolyn Sundstrom completam o núcleo principal.

Brad Caleb Kane, que foi co-showrunner de “It: Welcome to Derry”, é o criador, roteirista e showrunner. O projeto foi anunciado em 2022 com Bryan Fuller à frente, que deixou a série em 2024, mas segue creditado na história do primeiro episódio. Em dezembro de 2025, Kane disse ao Bloody Disgusting que pensou a série como um “thriller paranoico dos anos 70”, com “rios de sangue” em mortes a serviço de personagem, tema e época. Como a história se passa antes dos filmes, Jason não usa a máscara de hóquei, informou a Entertainment Weekly.

Os episódios são dirigidos por Michael Lennox, Celine Held, Logan George e Quyen Tran, e Victor Miller, roteirista do filme original, é produtor executivo. As fontes consultadas não informam onde a série estreia no Brasil.

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